quinta-feira, 22 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

EaD – UMA EDUCAÇÃO DE (RE) SIGNIFICAÇÕES
Maria Enísia Soares de Souza
UAB/UNIR, Polo de Rolim de Moura-RO
E-mail: enisiasoares@gmail.com
Resumo: Este texto, escrito para o II Seminário de Educação – políticas públicas e educação escolar, realizado pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR, em comemoração dos 20 anos da Instituição, objetiva, em primeiro lugar, estabelecer um diálogo entre as concepções de educação, a partir do processo produtivo embalado pela internacionalização da economia, pela globalização das comunidades, pelo surgimento das TICs como formas de ampliação das informações, uma vez que estes aspectos têm exigido revisões e (re) construções teóricas no campo da educação, principalmente nas formas de oferta de vagas. Num segundo momento, o objetivo é descrever a EaD, caracterizando-a como um processo realizado mais intensamente pelo aluno do que por outros participantes do processo, midiatizada e mediada pelas ferramentas conhecidas como síncronas – as que são acessadas on-line, como o chat e as videoconferências; e pelas ferramentas assíncronas, assim denominadas por representarem a interatividade, entre os atores do curso, desconectada do tempo e do espaço, de modo que cada um dos acadêmicos possa decidir pelo momento de comunicação, segundo as suas disponibilidades e suas necessidades. A mediação, vista como a relação do homem com o mundo e com os outros homens, é de fundamental importância para que as funções psicológicas superiores (sensação, percepção, atenção, memória, pensamento, entre outras) se desenvolvam e que o sujeito-estudante, ao ser mediado, pedagogicamente, por recursos midiáticos, regidos pelo educador ou alguém que facilite o uso de diferentes tecnologias, possa buscar informações e as transformar em conhecimentos e oportunidades de reflexão crítica da realidade. Por último, registro a contribuição das ferramentas midiáticas na e para o processo educativo à distância.

Palavras-chave: Educação; EaD; ferramentas síncronas e assíncronas.

INTRODUÇÃO
Entender as concepções de educação implica compreender o processo produtivo, pautado na globalização econômica e cultural e a inauguração das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), que exigem da sociedade mudanças de comportamentos, dadas as suas especificidades enquanto ferramentas de acesso à informação e enquanto meios de produção material e de conhecimento.
As mudanças afetaram de forma diferenciada o sistema educacional dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo elas: 1) mudanças na organização e no tipo de trabalho; 2) pressão crescente sobre os governos dos países em desenvolvimento para que estes investissem em educação, de modo a preparar uma força de trabalho mais competitiva, produzir técnicas sofisticadas; 3) a complexidade crescente da educação superior, que tornou seus currículos diversificados e passou a requerer estudantes adeptos do domínio de novas tecnologias; 4) o desenvolvimento da educação a distância – em especial na educação superior; e, 5) as redes de informação globalizadas implicam a transformação da cultura mundial.
A EAD não é nova e está baseada em informação e na explosão do conhecimento. A sociedade demanda cada vez mais novas habilidades e conhecimentos por parte da força produtiva, assim como novos “produtos” do sistema (novas profissões, interdisciplinariedade, etc.). Somente a educação presencial não dava e nem dá mais conta dessa demanda, porque cada vez mais a sociedade “não” está com tempo disponível para horários e ambientes “fechados” de educação. É uma modalidade de educação midiatizada e mediada pelas tecnologias que tornam o sujeito um outro homem, relativizam funções psicológicas superiores, no contato com o outro e com o acesso a informações e a sua consequente construção do conhecimento, de modo a produzir transformações da realidade.
As variantes relacionadas às concepções de educação são inúmeras, no entanto quanto às modalidades duas assumem destaque – a chamada presencial e a modalidade a distância. Sobre esta última farei uma descrição do seu funcionamento, destacando o papel do estudante no processo educativo e das ferramentas que servem de mediação do processo educativo, separando-as em síncronas e assíncronas, essas utilizadas de diferentes maneiras na educação a distância (EAD), num constante "estar junto virtual", alunos, professores e tutores.

1 CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO
Compreender as concepções de educação implica primeiramente que seja entendido como se efetiva o processo produtivo, como a internacionalização da economia influencia na formação do indivíduo, a globalização das comunidades passa a ser necessidade e a ampliação das informações torna-se urgente e inevitável, cobrando e ao mesmo tempo exigindo da Educação a revisão de práticas presentes e a adoção de posturas novas e implantação de modalidades que atendam o modelo de sociedade que se instala com toda essa mudança.
Dentre as questões de revisão, a citada por Demo (1998), de que é preciso associar ensino, educação e aprendizagem é uma das mais interessantes para não se confundirem conceitos de formação e informação, treino e educação; ensinamento e aprendizagem, o que, segundo o autor, amplia a responsabilidade do professor. Primeiro porque o docente precisa ter claras as diferenças conceituais para então, sabendo que homem quer formar, adotar a concepção de educação que sirva para o educando poder encontrar-se, e construir seu caminho com liberdade de poder ‘errar’ e voltar a percorrer o mesmo caminho ou então outro (s) que queira e considere relevante para a construção de seus conhecimentos.
Conforme Lobo Neto et al (2002), para os gregos, na antiguidade, a educação estava fortemente associada à cidadania, o que queria dizer ser a educação a condição para que a pessoa pudesse agir na cidade, trabalhar, relacionar-se socialmente. Essa concepção trazia a autonomia como questão essencial para as ações humanas, sendo o homem autônomo, poderia ele decidir sobre a sua própria vida, em qualquer área de atuação.
A concepção de educação, defendida por Bomfim (2002), entende que a educação expressa os valores sociais, expressa as necessidades e os interesses de uma sociedade. Essa concepção de educação enfatiza que é o ensino que transmite a cultura e a aprendizagem, como elaboração do conhecimento, historicamente produzido (conhecimentos, valores, atitudes e comportamentos).
Sobre isso vale dizer que, se a escola é uma das instâncias, cujo produto da sua ação educativa não pode se restringir ao ato de o aluno aprender o que lhe é repassado, então a educação com esses modelos, não leva o educando a apropriar-se de conhecimento e o incorporar, representando algo que permanece para além do ato educativo. Ou seja, o aluno não pode ser visto apenas como consumidor da aula, daquilo que lhe transmitem, mas alguém que se converte em construtor, alguém capaz sim de entender a realidade, mas sobretudo, capaz de poder transformá-la.
Nessa mesma linha, encontra-se a concepção de Provenzano e Moulin (2002) que entendem a educação como crítico-emancipatória e transformadora, o que nas palavras dos teóricos, na prática, estaria voltada ao desenvolvimento da consciência crítica, à autonomia e à autoeducação. Nessa concepção predominaria a negociação, atitudes democráticas e comprometimento com a permanência do aluno na escola. E a negociação envolveria professor e alunos, aquele como mediador do processo educativo e este, agente de todo o processo de aprendizagem.
Essa forma de educação, que prioriza a consciência, é fundamental para o desenvolvimento de um cidadão crítico, reflexivo e transformador, que estabeleça diferentes relações sociais. A ideia de cidadão aqui entendida como contemporânea, associada a princípios de construção de igualdades, como a justiça e as transformações, essas vinculadas à participação do sujeito nas decisões sobre os rumos da vida social e ao exercício de seus direitos e deveres.
Mas a concepção que parece ser a mais pertinente é a que compreende a educação permanente, que de acordo com Gelpi (In: Martins, 1991), entende-se por um exercício semântico e cultural da própria história, que registra em determinado tempo e espaço as alterações políticas e sociais, em todas as suas formas.
Já para Gadotti (1998) é educação permanente a contínua formação, o que para Martins (1991), é entendida como a educação que leva em conta métodos alternativos, isto é, a que considera diversas possibilidades de educação e essas possibilidades devem ser orientadas pelas necessidades sociais e as de formação.
Nesse sentido, a educação permanente tem como foco a atualização. Nesse século, a ênfase das atualizações se dá nas de caráter técnico-científico, Dado o contínuo surgimento de novas tecnologias, não apenas este é um dos aspectos da qualificação, mas o englobamento desse com a produção de subjetividades, ou seja, habilidades de pensamento que comunguem práticas pedagógicas, contextualizando a formação às bases sociais, políticas e tecnológicas, que orientam o trabalho nas suas diferentes áreas.
Esta reflexão sobre as concepções de educação, adotadas para comporem este texto, são representativas de muitas outras. É prudente lembrar-se, porém, de que a educação se faz na prática, e, independente da modalidade, não se pode ‘perder de vista’ o homem que se quer formar, os conhecimentos que são para ele significativos.

2 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Não há dúvidas de que a Educação a Distância é sinônimo de revolução. Revolução não somente porque muda alguns conceitos como sala de aula, tempo para estudar e revela um novo tipo de professor e de material didático, mas principalmente porque se expande de modo impressionante, ainda que com carga expressiva de preconceito, por parte de educadores tradicionais.
Uma outra definição que cai bem é a combinação computador, internet, multimídia, tecnologias que juntos podem sanar a necessidade que tem a sociedade de atualização de conhecimentos, de uma forma em que o tempo também é redefinido.
É o novo o sentido da educação, o conhecimento e a informação influindo no processo histórico, relendo a (s) forma (s) de ensinar a aprender, aprender com disciplina, autonomia e em espaços físicos não determinados. Com a EaD, é possível sair de um mundo circunscrito, de um espaço limitado e, “pisando” nos trilhos das tecnologias, abrir e ampliar muitas e diferentes fronteiras. É como se o mundo tivesse que rever os sistemas cartográficos e traçar “novas linhas e coordenadas” na sua geografia.
É preciso de que nos lembremos que o que exprime e define essa inovação (EaD) é a (re) significação, o redimensionamento do lapso temporal no que se entendia por processo de ensino até o surgimento das TICs. Hoje, a atuação da escola tem suas instalações redesenhadas, as possibilidades de acesso das pessoas à educação se concretizam num processo evolutivo crescente e assustador. O fato se ser possível a conciliação e harmonia entre laboração e estudos passa a ser determinante àqueles que não dispõem de condições para estudos presenciais, uma vez que sua condição vital demanda que haja investimento de tempo integral ao trabalho.
Destaco dentre as (re) significações da EaD o princípio da equidade, em oferecer oportunidades educacionais a toda a população e da qualidade, desenvolvendo competência e comprometimento acadêmico e científico independentemente da modalidade, se presencial ou à distância.
Não posso deixar de dizer que não se trata de um concorrente da modalidade presencial, uma vez que ambas buscam o mesmo fim, o de fomentar a educação, como um processo único. Todavia, também não posso me eximir de registrar que a EaD lida com particularidades como a distância, a necessidade de gestão do tempo, a disciplina, organização e força de vontade do educando por se tratar de uma modalidade “que beira o autodidatismo”, enfim, é uma forma desafiadora de formação escolar.
O desafio começa com o fato de o estudante precisar aprender a manipular objetos multimidiáticos, agora vistos como escolares, denominados tecnologias interativas, estas reconhecidamente sofisticadas como: e-mail, Internet, audioconferência baseada em telefone e videoconferências e outros recursos associados ao mundo das NTICs. Além disso, exigem-se estratégias de dois tipos: os relacionados ao conhecimento (dinâmica e concentração) e os relacionados à afetividade (habilidades de agir sozinho, tomar decisões, conduzir-se).

2.1 AS FERRAMENTAS DE MEDIAÇÃO DA EAD
De modo simples e direto, pode-se dizer que os LMS (Learning Management System ou AVAs (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) utilizam duas formas de comunicação para a interação e a interatividade entre professores-estudantes, estudantes-professores e estudantes-estudantes. São as ferramentas síncronas e assíncronas de aprendizagem.

2.1.1 Ferramentas Síncronas
As síncronas são ferramentas utilizadas para comunicação em tempo real (On-line), os interlocutores se comunicam de modo instantâneo, são, portanto, ágeis, porque passam a idea de agilidade dos trabalhos acadêmicos.
O entrosamento entre os participantes do curso pode se dar pelo Chat (Sala de Bate Papo) – promove discussões interativas de tal modo que possibilita a criação de texto entre duas ou mais pessoas simultaneamente. É interessante ainda porque permite que sejam enviadas mensagens para todos os usuários que estiverem conectados, sem contar que podem as mensagens serem gravadas para acesso posterior.
A segunda ferramenta síncrona é a Videoconferência. Esta possibilita aos usuários comunicação simultânea, mas por meio de áudio e vídeo, o que exige câmera de vídeo, microfone, equipamentos para digitalização e compressão bem como conexão de rede de alta velocidade.
A terceira comunicação síncrona é a Audioconferência - tecnologia para veicular a educação a distância em escala reduzida, pois pode ser utilizada com o mínimo de apoio técnico. É a audioconferência a interação dos participantes por meio de voz.
Em síntese a comunicação síncrona representa: comunicação espontânea; resposta espontânea; motivação – Evidencia a sinergia dos trabalhos individuais e em grupo e encoraja os estudantes a criarem e continuarem seus estudos; presença – Fortalece o sentimento de comunidade.
Pode-se afirmar que é o feedback – O rápido retorno que fomenta o desenvolvimento das atividades, em especial as atividades em grupo e o ritmo que ajuda os alunos a serem criativos. Como se vê as possibilidades síncronas de interatividade exigem preparação prévia e recursos disponíveis.

2.1.2 Ferramentas Assíncronas
A forma assíncrona consiste na ferramenta, cuja interação se dá desconectada do tempo e do espaço. Os envolvidos na comunicação podem manter relacionamento na medida em que tiverem tempo disponível, isto é, cada um estabelece o momento de estabelecer contato, segundo as disponibilidades e necessidades de cada um.
Na comunicação assíncrona a escolha do melhor tempo é uma condição especial para o aluno que pode, respeitando o cronograma do curso, acessar o material didático, estabelecendo horários para promover a interatividade, sem o compromisso com o “On-line”.
Algumas características da comunicação assíncrona são: flexibilidade – acesso ao material didático em qualquer lugar e a qualquer hora; tempo para reflexão – para conhecer e ler o material didático proposto, tempo para ter idéias e preparar os retornos, conhecer as referências bibliográficas e a possibilidade de acesso ao material quantas vezes for necessário; facilidade de estudo – possibilita a administração dos estudos de forma a aproveitar as oportunidades de tempo, seja em qualquer lugar - no trabalho ou em casa, coincidindo com a integração de idéias e discussão sobre o curso em fóruns específicos.
Essa forma de comunicação compartilha com os alunos a responsabilidade de administrar o tempo de participação nas atividades propostas para o curso. Não dá para deixar de registrar que a disciplina e uma agenda bem equacionada são fundamentais para a utilização assíncrona da comunicação.
São exemplos de comunicação ASSÍNCRONA:
1. Correio eletrônico – possibilita troca de mensagens escritas e envio de arquivos para caixas postais de todos os participantes do curso. Dentre seus componentes destacam-se a Caixa de Entrada e a Caixa de Saída. No caso dos cursos a distância, o correio eletrônico é uma ferramenta disponibilizada na página inicial da plataforma de aprendizagem, e as mensagens vão constituindo um histórico em que aparecem tanto as mensagens individuais, quanto as coletivas, funcionando como um painel de avisos ou um fórum de notícias.

2.Fórum – são formas com duas divisões organizacionais, a primeira faz a divisão por assunto e a segunda em tópicos.

Os fóruns, posso dizer que representam um pouco da concepção de Provenzano e Moulin (2002) sobre educação. Estes entendem-na como crítico-emancipatória e transformadora, o que nas suas palavras, na prática, estaria voltada ao desenvolvimento da consciência crítica, à autonomia e à autoeducação, pois nos espaços reservados ao debate predomina a troca, o diálogo e a negociação. Sem contar que promovem tarefas escolares que promovem atitudes e o exercício da democracia e do comprometimento com a permanência do aluno na escola. E a negociação envolve professor e alunos, aquele como mediador do processo educativo e este, agente de todo o processo de aprendizagem.
Essa forma de educação, que prioriza a consciência, é fundamental para o desenvolvimento de um cidadão crítico, reflexivo e transformador, que estabeleça diferentes relações sociais. A ideia de cidadão aqui entendida como contemporânea, associada a princípios de construção de igualdades, como a justiça e as transformações, essas vinculadas à participação do sujeito nas decisões sobre os rumos da vida social e ao exercício de seus direitos e deveres.

3. Portfólio – ferramenta de avaliação, com valor formativo e reflexivo na qual o aluno demonstra suas produções. Segundo Vilas Boas, (2004, s/p):
O portfólio ou porta-fólio é um dos procedimentos de avaliação condizente com a avaliação formativa; é uma coleção proposital do trabalho do aluno que conta a história dos seus esforços, progresso ou desempenho em uma determinada área. Essa coleção deve incluir a participação do aluno na seleção do conteúdo do portfólio; as linhas básicas para a seleção; os critérios para julgamento do mérito e evidência de auto-reflexão pelo aluno. Cada portfólio é uma criação única porque o aluno seleciona as evidências de aprendizagem sobre o processo desenvolvido.
Essa ferramenta traz a idéia de que a avaliação é um processo de desenvolvimento e que os alunos são participantes ativos do processo, porque identificam e revela o que sabem e o que ainda não sabem sobre o está estudando.

4. Glossário – local onde se mantém lista de definições como se fosse um dicionário. No espaço ficam registradas expressões e palavras específicas de disciplinas componentes do curso, novos termos e comentários sobre esses termos, podendo-se pela disponibilização para a turma, efetuar buscas, em qualquer momento em que o ambiente for acessado. Este meio de comunicação é especialmente útil para a construção de informação coletiva de uma forma mais estruturada que num fórum.
Um glossário pode ser configurado com um título e uma descrição, podendo ser do tipo primário ou secundário. Os glossários primários servem para se exportar termos dos glossários secundários para o glossário primário.

5. Tarefa – ferramenta pela qual o estudante disponibiliza pelo Moodle uma determinada atividade.

6. Wiki – interface colaborativa que possibilita a construção coletiva de diferentes textos por vários autores usando um navegador de Internet.

7. Biblioteca Virtual - é recurso criado com o objetivo de facilitar os estudos e estimular a investigação bibliográfica, científica e cultural.

No seu aspecto didático, as diferentes ferramentas aqui listadas implicam mediação e construção tanto de processos de domínio dessas, enquanto bens materiais que são e um conjunto de ações conscientes, desenvolvidas pelo sujeito, regida por complexas necessidades, sejam sociais, cognitivas, ou emocionais. Por isso, na EaD, (ou na chamada educação presencial) as atividades psicológicas precisam ser ensinadas e aprendidas e são parte de todo e qualquer processo educacional.
A contribuição das ferramentas síncronas e assíncronas na Educação a Distância é, sem dúvida, estabelecer a comunicação de diferentes maneiras, representar alternativas várias para o estabelecimento do contato entre professor/aluno, aluno/aluno; aluno/tutor, tutor/professor, enfim, entre todos os que fazem parte do processo e do jeito EaD de ser e de construir conhecimentos.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não é possível negar que dentre as concepções de educação, a EaD não esteja contemplada em uma delas, uma vez que seus princípios envolvem também a formação do sujeito, de maneira mais democrática porque “deixa livre” o tempo e o espaço em que pode se efetivar.
Destacam-se as diferentes formas de mediação pedagógica exercidas pelo professor e pelos tutores em instâncias também variadas e a diversidade de ferramentas, estas como se fossem “máquinas de ensinar”, que também fazem a mediação, no sentido de que o próprio computador estabelece a mediação, a intermediação entre os sujeitos da EaD, (re) significando a comunicação, o contato e as relações “humanas”.
O jeito de fazer educação na modalidade EaD não pode ser visto como inferior à modalidade presencial, porque não são formas de competitividade, não se pode fragmentar, dicotomizar, hiatizar a educação, pois esta é única, tem singular objetivo. O que difere uma da outra é que na EaD, a ideia de paredes físicas se altera, assim como a postura de professores (mediadores) e alunos passa a ter outra significação, porque precisam esses, de modo muito rápido, mergulharem em novos conhecimentos bem mais diversificados e atualizados, ao mesmo tempo em que exigem a superação de outras barreiras que o afastam do acesso à educação.

REFERÊNCIAS
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DEMO, Pedro. Questões para a teleducação. Petrópolis: Vozes, 1998.
GADOTTI, M. Pensamento Pedagógico Brasileiro. 2 ed. São Paulo:Ática, 1988.
LOBO NETO, F. J. S. et al. Formação pedagógica em educação profissional na área da saúde: enfermagem: núcleo contextual: educação, sociedade, cultura. 2/. Ministério da saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Projeto de profissionalização dos Trabalhadores da área Enfermagem. Fundação Oswald Cruz. 2. ed. rev. e ampliada. Brasília: Ministério da saúde, 2002. Série F. Comunicação e Educação em Saúde.
MARTINS, O. B. A Educação Superior a Distância e a Democratização do Saber. Petrópolis: vozes, 1991.
PROVENZANO, M. E.; MOULIM, N. M. Formação pedagógica em educação profissional na área da saúde: enfermagem: núcleo contextual: educação, sociedade, cultura. 2/. Ministério da saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Projeto de profissionalização dos Trabalhadores da área Enfermagem. Fundação Oswald Cruz. 2. ed. rev. e ampliada. Brasília: Ministério da saúde, 2002. Série F. Comunicação e Educação em Saúde.
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VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas. Portfólio, avaliação e trabalho pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 2004.