Paulo Leminski e suas Lápides – entrevozes
Maria Enísia Soares de Souza[1] (UAB/UNIR)
Resumo:
Este texto objetiva apresentar análises dos poemas Lápide 1 e Lápide 2, de Paulo Leminski, desenvolvidas por acadêmicos do curso de Letras, da modalidade a distância, da UAB/UNIR e uma releitura, que busca percorrer as nuances poliglotas da poesia, o processo de criação desse poeta, as dimensões de seus versos multifacetados, as incógnitas e os enigmas do seu jeito singular de escrever poesia. É, nesse sentido, uma reflexão sobre os (i) limites da interpretação poética, a diversidade de vozes que ecoam das e nas lápides do poeta, sobre as relações entre o homem/história/literatura. A interpretação feita pelos estudantes, ainda que timidamente, conseguem anunciar a genialidade de Leminski, que lapida um poema com palavras, tornando a poesia todo mistério, mas sem o mistério. Pelas Lápides pretendo “revelar” as mistificações dos epitáfios que são objeto de tradução e de redução do ser homem. Pensamentos acerca do logos e do mythos são tomados para compreender a função da poesia no conhecimento da alma. Verifico nos poemas o trânsito do poeta entre os concretistas, as influências da filosofia zen-budista e os traços mais expressivos de sua poética da des (engenharia) de linguagem, bem como a forma que Leminski abriu e ocupou um espaço dentro da poesia brasileira de invenção. Concluo afirmando que ler Leminski é oportunizar-se a uma viagem por entre diversas culturas, de modo especial pela filosofia e pela linguagem, cosmos que o consagraram e que o tornaram um gênio e para compreendê-lo é preciso pouco: aceitar os convites da sua genialidade artística.
Palavras-chave: Leitura (s), Poemas Lápide 1 e Lápide 2; poesia; Paulo Leminski.
Introdução
Para a apresentação dos poemas “Lápides” de Paulo Leminski, tomei os textos construídos por três acadêmicos do curso de Letras da modalidade a distância, da UAB/UNIR, do Polo Rolim de Moura, textos esses exigência do componente curricular Introdução aos Estudos Literários, do 1º Período do referido curso. As análises eram de dois poemas de Lemiski, Lápide 1 e Lápide 2 e deveriam ser orientadas por um conjunto de textos que versavam sobre a relação homem/literatura nos contextos social cultural e artístico.
Ao comentar as interpretações dos estudantes, faço também uma outra buscando compreender o estilo poético do autor que pela tessitura do texto se deixa retratar como alguém com certo tom misterioso, mitológico e genial.
Como a poesia é uma arte que dramatiza os pensamentos do homem, representa os seus ideais e as suas práticas (os do homem) e o poeta é alguém que não quer dizer, mas expressar, criar, produzir um objeto cultural, Leminski se posiciona entre aqueles que pela anarquitetura do expressar gera a dupla lápide – uma para o corpo e outra para a alma.
Lápide 1
epitáfio para o corpo
Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito,
são suas obras completas.
Lápide 2
epitáfio para a alma
aqui jaz um artista
mestre em desastres
viver
com a intensidade da arte
levou-o ao infarte
deus tenha pena
dos seus disfarces (LEMINSKI, Paulo).
Nestas breves descrições líricas e lapidárias, Paulo Leminski, contemporâneo e crítico, usa a literatura como produto para trabalhar cultura/sociedade/história através dos textos. Textos que resultaram em produções escolares e que ora os apresento ao mesmo tempo em que procuro num entrevozes registrar outras leituras posíveis dessas duas obras de arte, que tratam da materialidade e da espiritualidade humanas.
A primeira lápide
Lápide 1 confirma a biografia de Leminski como estudioso da língua e da cultura japonesas, o que o levou muitas vezes a fazer haicais, o que não implica dizer que sua produção foi influenciada somente pela arte nipônica, mas que sua facilidade em operar com outras correntes, sendo por vezes, reconhecido de estilo ingênuo, outras como um poeta de vanguarda, outras como se fizesse parte da geração de poetas marginais.
É essa multiface do poeta que “autoriza” uma reflexão sobre os (i) limites da interpretação poética a quem o lê, a quem se permite “dialogar’ com ele, dizer o que entende das suas obras. Tanto que para V1[2], na Lápide 1 há a sugestão de materialidade no seu interior, o corpo do poeta jaz no espaço como algo que será consumido, falível e perecível, na voz do estudante.
A expressão temporal quando se referindo ao ato descritivo Epitáfio para o corpo e ao tempo de vida do poeta, respectivamente, sugere a historicidade do homem, ao que ele fez em vida, as suas criações poéticas.
No poema Lápide 1 (Epitáfio para o corpo), essa relação[3] é evidenciada quando se descreve sobre o corpo do poeta que quando em vida, fez história na sociedade, na cultura e na arte, mas por se tratar do corpo o poema retrata o silêncio e a morte algo real, material, falível e perecível (aqui jaz um grande poeta) [V1].
A materialidade também é assunto da V2, que registra: “... o primeiro traz a idéia de que o homem é constituído e constituinte do meio material (Cultural e Social). (Epitáfio para o corpo), neste caso, é real, histórico e objetivo (aqui Jaz um grande poeta, nada deixou escrito)”. Para essa voz, os aspectos históricos e a objetividade da Lápide 1 estão também presentes no poema.
A terceira voz anuncia que “no primeiro texto, o poeta fala com pouca ênfase, sem profundidade, cita apenas o material, que foi um grande poeta, que deixou pouco para destacar na literatura, na arte na história”.
Infere-se, então, que esse tipo de texto-lápide, espécie de texto em que a escritura, ou seja, o modo de enunciar é tão importante quanto o que é dito. Leminski traz a ideia de que não só a alma, mas também o corpo é merecedor de um epitáfio, talvez na tentativa de tornar menos falível a matéria.
Interessante perceber na poética de Paulo Leminski, nas suas práticas textuais, a ênfase no conteúdo ligada a uma certa noção de “naturalidade” na expressão. A morte é natural, como o é a separação corpo e alma. O poeta mesmo declarava que a “forma natural é a que revela o “conteúdo” de maneira mais imediata. Combatia as preocupações com a forma, dizendo que obscurecem o conteúdo.
Essa “naturalidade”, porém, só é possível através de um automatismo. Só quem obedece a um automatismo pode ser natural. Isso que se chama “naturalidade” é uma convenção. O natural é um artifício automatizado, uma forma no poder. A despreocupação com a forma só é possível no academicismo (LEMINSKI, 1997. p.45).
O trabalho com a palavra, se se efetivar com preocupação acaba por exigir determinada postura, que em geral, é ensaiada. É uma posição sob suspeita, pode não promover o texto a um espaço social e sujeitar a linguagem a um amontoado de palavras sem obrigação alguma de expressar o pensamento humano.
Uma análise de produções contemporâneas, como as de Paulo Leminski, não pressupõe a existência de vozes conflitantes para a compreensão da sua poesia, mas sendo quem é Leminski, que parece fingir um estágio de homogeneidade, é preciso perceber que ele prefere apresentar, no espaço tempo, o panorama de um pensamento mudando, desenhando-se como se estivesse mostrando a dinâmica da vida. Ele parece se divertir quando representa os dois momentos do ser humano vida e morte, a dualidade corpo e alma. São dois quadros as duas lápides com intenção de não serem estáticos, ao contrário, querem ser o flagrante de um desligamento matéria/espírito, ambos ligados por uma ponte (in) imaginável de transmutação.
O (s) sentido (s) de Lápide 2
Paulo Leminski fala utilizando-se de uma linguagem em ereção ao referir-contar o que há em cada Lápide, num poema em prosa reproduz o que há de natural – a morte e o que há de espiritual – a alma.
No poema Lápide 2 (Epitáfio para a alma), Leminski narra sobre a alma, algo amplo, abstrato, imortal, infalível, evidenciando-se que esse mesmo artista também viveu em sociedade, fez história e contribuiu para a cultura e também para a arte. Isso comprova que, nesse caso, se fala não do homem mortal, mas da arte desse homem (deus tenha pena de seus disfarces) (V1).
O poeta lembra a chave de um dos grandes mistérios da vida, a crença de que a alma se separa do corpo. Numa forma textual curta, com uma quase-narração, sem exaustivas palavras, mas com muito sentido e com a sugestão do culto do mistério, o poeta assemelha o poema a uma inscrição tumular.
O segundo é um epitáfio para a alma, que é infinita e eterna neste contexto entra o herói problemático que na depuração das emoções ele por ter a alma ferida pode se levar pelas emoções, entrar em contradição e comete barbáries, a literatura disfarça a realidade (Aqui jaz um artista mestre em desastres) (V2).
Aqui a voz leitora ecoa dizendo ser o poema histórias de desvelamentos, velados pela linguagem poética analógica, de mito para mítico, de herói para crença de que os sentimentos e o espírito humanos são o jogo de espelhos em que o poeta se vê. E em termos de linguagem, os recursos típicos da poesia de Leminski são mais os ecos do que as rimas, há dois conceitos, duas definições bem claras e diferentes a de poeta e a de artista. Há, como em tantos poemas seus, uma certa leveza irônica que pode beirar a diluição do homem.
Os dois poemas passam a ideia de montagem, de peças, não podendo serem lidos em separado, pois fazem parte no mesmo todo. São como materiais que isolados não fazem sentido, “encaixados” o artista lhes deu significado. Fazem parte de uma obra montada. São dois fragmentos que, juntos, constituem o que é a vida, o homem, que, como diz a V3: “... foi um grande personagem, finaliza a matéria, mas tem alma de artista em desastres, mesmo para não cuidar de si que morreu de enfarte, ainda continua vivo entre a literatura”.
O inevitável do curso da vida – a morte e seus mistérios interpretam o que pensa diferenciar um poeta de um artista, o primeiro como alguém que seguiu o seu tempo sem aventuras, daí uma morte silenciosa, o segundo, no entanto, pela intensidade em que levava a vida, foi vítima de um enfarte. O artista procurava ao fazer arte, a sua eternização “barulhenta” pelas vozes emanadas de suas obras. Eram as suas invenções, os seus desastres que definiram a sua história, o seu epitáfio.
A história atende a um padrão factual que visa a objetividade, formalidade, fazendo com que o ser humano compreenda a natureza de todas as coisas do mundo de maneira racional, ou seja, tanto o grande poeta da lápide 1 quanto o artista da lápide 2, viveram e fizeram a suas histórias, o primeiro teve uma história sem grandes acontecimentos já o segundo viveu de maneira disfarçada, porém intensa e despojada, isso é fato. Por outro lado a literatura, como afirmou Barthes, faz uso das coisas existentes no mundo e transforma-as em fenômenos subjetivos e imaginários (V1).
“Não se sabe mais onde a poesia está. Nem aonde vai” (LEMINSKI, 1997. p.13), o que se sabe é que:
Paulo Leminski escreve um acontecimento real da vida de todos, um tem maior destaque influenciado pela comunidade, grupo ou meio social que pertencia, é provável que aja (sic) o conhecimento cultural na diferenciação e destaque, enquanto possivelmente o primeiro tinha menos conhecimento e pertencia a outro meio social. Todos desfrutam do mesmo destino real. Nascer, crescer, adquirir conhecimentos, produzir, desfrutar e acabar materialmente, restando o espírito, a grandeza ou repúdio do feito (V3).
A poesia produzida por Paulo Leminski mostra várias de suas influências Maiakovski, Bob Dylan, Lennon e Alice Ruiz[4]. As Lápides, por exemplo, trazem a mais forte delas a de Jesus Cristo. Mostra que seus impulsos e seu pensamento filosófico atualizado são motes para produzir poesia e arte e, ambas permitem aos leitores uma viagem nas relações entre homem e cultura.
E... uma última voz
Fazer a (s) leitura (s) de poesias de Leminski é perceber que ao fazer a primeira, outras várias se vão construindo, e as já feitas vão se transformando de maneira que não se sabe quais os (i) limites entre o que se é e o quê as palavras dizem ser.
A conexão histórica que aparece na literatura não como uma sucessão dos acontecimentos, mas como re-elaboração do fenômeno do dizer, como afirmações da história humana, expressão do pensamento está nas Lápides. Com uma singularidade especial, consciente, sem overdose de consciência, para “dizer” que não há, e não somos, senão aquilo que produzimos, de forma poética ou artística. A vida é um jogo e está na forma de jogar, na consciência que tem de sua força, de sua limitação, no fenômeno da eternização.
O homem é um contrabalanço, é um paradoxo, é ele quem escolhe seu “entre-lugar”, quando e como rompê-lo. Cada um elabora seu estatuto de vida e, de morte. Ele é vida-morte. É “mestre em desastres” de e ao viver.
Os comentários sobre as leituras realizadas pelos alunos sobre os poemas Lápides 1 e 2 colocam em evidência que a poesia de Leminski tem muito de pensamento, tem muito de lirismo, definido pela sua subjetividade, não essencial em si mesma, mas pela expansão dos estados interiores, subjetivos, que englobam a realidade do sujeito/poeta. Os textos que ele constrói operam em dois tempos, em dois cosmos, com certa ocultação de palavras dentro de outras, produzindo plurissignificação do texto. Posso dizer que é a partir daí que se estabelece uma superposição entre as palavras e a consciência, entre linguagem e o sujeito.
Os dois poemas são ecos da cultura, remetem o leitor a sistemas a-centrados ou abertos: em cuja multiplicidade tudo se move e o a-centramento não passa de construções sujeito, história, cultura e linguagem. História que contextualiza Leminski como alguém que na década de 1950 participa do Concretismo, estética do rastro do novo, dos poetas inventores, que estavam em sintonia como o moderno, que, eufóricos, garantiam a independência dos escritos, as marcas inconfundíveis de uma literatura das mais diversas épocas. Na verdade, ele tem várias filiações literárias, e, se quisermos, pode-se dizer que foi independente, porque sempre não se deixava desgastar ou cristalizar-se, seus escritos são exemplos de certa mestiçagem.
O Concretismo brasileiro foi um movimento, cuja militância, filosofia tinha no logos a ideia do amanhã. Suas produções eram breves e duplas, isto é, palavras e imagem. A crença no poder de transformar a palavra era muito forte, de ultrapassar a tradição modernista, que, na opinião dos concretos, estava se esgotando. A opção era por uma poesia mais instrumento e menos emoções.
Nas Lápides, a linguagem, configurada pela poesia prosaica, encontra-se Leminski poeta e artista, corpo e espírito, meio labirinto, meio linear. Traços de um universo do novo realismo, que traz a morte como uma experiência em que o mistério da alma quer se revelar como arte. Em que o logos e o mythos – as duas metades da linguagem – são fundamentais para “a vida do espírito”, o que implica dizer que não se espera que a poesia comprove alguma coisa. O mythos que está em jogo não é propriamente o conteúdo do que está dito, mas a forma e o resultado da significação. No caso, pode ser o transporte da crença da existência da alma para a revelação de que com a morte, o corpo se reduz a nada mais do que pó e o mito reduz-se à metáfora da alma.
A filosofia poética de Paulo Leminski o aproxima de alguém zen, que se deixa embalar pela iluminação das percepções do extrassensorial das coisas, pelo conhecimento/aprendizagem que não envolve palavras apenas; chama a atenção para o que é a verdadeira essência do homem, para a voz da consciência das coisas e do mundo.
É a voz poética de Lemisnki que ecoa na de leitores que pensam ser certeza, serem evidências coisas como a morte e a alma, vozes leigas na arte da poesia, mas que percebem a possibilidade de reconhecimento da história humana, de reconhecimento do ciclo do homem, condição “certa” do ainda por-vir, a experiência do tempo, da vida e da linguagem. A história é, na sua essência, descontinuidade, epoché e não o progresso contínuo da humanidade.
Lápide 1 e Lápide 2 são textos híbridos porque fazem pensar a dupla situação da vida. Quanto à forma, questionam a separação entre os gêneros tradicionais e a própria relação prosa/poesia. Nos dois poemas, Leminski parece atingir uma dimensão da textualidade, uma “prosa’ que transcende à simples conotação e atinge a categoria de objeto de arte. É uma poesia-prosa de elevado poder poético, porque reflete sobre a vida e, se é que posso dizer, expressa o mito-místico da morte.
O texto fascina pela sua montagem, título/subtítulo/versos que justapostos parecem (não) se somar, simplesmente, mas se organizam como um produto, uma peça, organizada com intencionalidade da qual emerge uma imagem, um significado.
Peço licença e interrompo a leitura fazendo uma quase-paráfrase das palavras de Otávio Paz sobre a poesia. Para ele: “A poesia é poder, abandono, exercício espiritual, método de libertação interior. A poesia é reveladora deste mundo; criadora de outro; a poesia é irredutível às ideias e aos sistemas. É a outra voz. Não a voz da história nem da anti-história, mas a voz que, na história, diz sempre outra coisa”, poema, no entanto, é uma máscara que oculta o vazio, bela prova da supérflua grandeza de toda obra humana!
REFERÊNCIAS
BARTHES, Roland. Aula. Trad. e posfácio de Leyla Perrone-Moisés. 11 ed. São Paulo: Cultrix, 2004a.
2. _______________. Da obra ao texto. In: O rumor da língua. Trad. Mário Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004b.
3. DICK, André. Distâncias, entre ir e ficar, ausências. In: DICK, André; CALIXTO, Fabiano (orgs.). A linha que nunca termina: pensando Paulo Leminski. Rio de Janeiro: Lamparina, 2004.
4. ELIADE, Mircea. Mito do eterno retorno. 1 ed. São Paulo: Mercuryo, 1992.
5. http://censuradapalavra.blogspot.com/2009/05/lapide-1-epitafio-para-o-corpo-aqui-jaz.html. Acesso em 15/09/2009.
6. http://dooutroladodoescuro.blogspot.com/2007/12/epitfio-para-um-banqueiro.html. Acesso em: 15/09/2009.
7. http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Leminski. Acesso em: 15/09/2009.
http://www.autenticaeditora.com.br/livros/item/6. Acesso em: 15/09/2009.
8. JAUSS, Hans. A História da Literatura como provocação à Teoria Literária. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo: Ática, 1994.
9. LEMINSKI, Paulo. Teses, tesões; Forma é poder. In: Ensaios e anseios crípticos. Organização e seleção: Alice Ruiz e Áurea Leminski. Curitiba: Pólo Editorial do Paraná, 1997.
10. LEMINSKI, Paulo. Anseios crípticos. Curitiba: Criar Edições Ltda, 1986.
11. ________________. Agora é que são elas. São Paulo: Brasiliense, 1984.
12. ________________. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.
13. PAZ, Octavio. Poesia latino-americana. In: Convergências: ensaios sobre arte e literatura. Trad. Moacir Werneck de Castro. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.
14. PÉCORA, Alcir. A arte de conjugar vanguarda e mito: entrevista com Eduardo Milán. In: Jornal da Unicamp. Edição 307, 24 de outubro a 5 de novembro de 2005. Disponível em: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/outubro2005/ju307pag02.html. Acesso em: 15/09/2009.
15. ZILBERMAN, R. Estética da recepção e história da literatura. São Paulo, Ática, 1989.
[1] Autora
Maria Enísia Soares de Souza, Professora de Língua Portuguesa e Literatura, Tutora Presencial do curso de Letras UAB/UNIR Pólo Rolim de Moura.
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
enisiasoares@gmail.com
[2] V: Convenção adotada para identificar as vozes que analisam os poemas.
[3] Aqui o acadêmico está se referindo à relação homem/literatura.
[4] Esta exerceu fortes influências feministas. Daí se explica a constante consciência feminista de Paulo Leminski.
